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sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Relação entre Educador e Educandos no PEA ( Relatorio de Bacharelato em educacao de Adultos)



António Pedro






Relação entre Educador e Educando (s) no Processo de Ensino e Aprendizagem: Caso centro de Alfabetização e Educação de Adultos “ São João de Deus”  – Cidade de Nampula (2010-2011)





 
Relatório de Práticas Pedagógicas apresentado ao Departamento de Ciências de Educação e Psicologia para obtenção do grau académico de Bacharel em Educação de Adultos 

Supervisora : dra. Amélia Ernesto Tocova






Universidade Pedagógica
Nampula
2011









































Dedicatória

Dedico  este trabalho a minha família e em especial a minha filha Antonia Antonio Pedro " Tonia" por ter sido fonte de inspiracao.


 


Índice

Abreviaturas e Siglas………………………………………………………………….…. -4-
Índice de Tabelas…………………………………………………………………………..-5-
Declaração…………………………………….…………………………………………... -6-
Dedicatória…………………………………..…………………………………….………..-7-
Agradecimentos…………………………………..…………………………….………….-8-
Resumo……………………………………….……………………………….……………-9- 
Introdução…………………………………………………………………….………….… 10
Capítulo I…………………………………………………………..………………….…….12
1.         Descrição das fases das PP`s…………………………..………………….………12
1.1      Práticas Pedagógicas I………………………………………….………….……….12
1.1.1    Observação física do centro………………………...………………………….…13
1.1.1.1   Descrição física do centro de AEA de Micolene………………………….…...13
1.1.1.2 Descrição da área Organizacional do Centro de Micolene …………….........15
1.1.1.3   Descrição da área Pedagógica do Centro de Micolene……………………..18
1.1.1.4   Descrição da área administrativa do Centro de Micolene…………………...20
1.1.2 Constatações e recomendações das PPI………………………………………...22
1.1.2.1 Constatações…………………………………………………………………. .….22
1.1.2.2 Recomendações…………………………………………………………………..23
1.2         Práticas Pedagógicas II……………………………………………………………23
1.2.1    Observação de aulas no centro………………………………..…………………24
1.2.1.1 Objectivos e critérios de observação……………………………………………24
1.2.1.2 Técnicas e instrumentos de recolha de dados………………………………...25
1.2.1.3 Descrição do perfil dos educadores………………………………………….….25
1.2.1.4 Organização das turmas        no centro……………………………………….……26
1.2.1.5 Breve descrição do programa do 3º Ano de AEA……….........……………..……….26
1.2.1.6 Dosificação e planificação de aulas no centro           …………………………….…..26
1.2.1.7 Aproveitamento pedagógico da turma observada……………………..…….……..…26
1.2.1.8 Observação da turma do 3º Ano………………………………………………..…...…27
1.2.1.9 Estrutura e organização das aulas……………………………………………..…...…27
1.2.2    Constatações e recomendações das PPII…………........……………………………32
1.2.2.1 Constatações……………………………………………………………………….……32
1.2.2.2 Recomendações………………………………………………………………….…..…33
1.3 Práticas Pedagógicas III……………………………………………………………….……33
1.3.1 Assistência, Planificação e Leccionação de aulas ……………………………....……33 
1.3.1.1 Assistência de aulas……………………….…………………………………….…..….34
1.3.1.2 Planificação de aulas pelo estudante praticante….……..……………………….……35
1.3.1.3 Leccionação de aulas na sala………………………………………...………..….……36
1.3.2 Constatações e recomendações das PPIII……………………………………..….……36
1.3.2.1 Constatações………………………………………………………………..….…..…….37
1.3.2.2 Recomendações ……………………………………………………………….……….37
Capitulo II………………………………………………………………………………..….…….39
2. Descrição do problema levantado e confrontação com a bibliográfica.………………….. 39
2.1 Descrição do problema levantado no local das PP`s……………………..……………….39
2.2 Confrontação entre a literatura e o problema levantado.……………............................................................................……….……….……40
2.2.1Conceitos de educador e educando…………………………………...…………..…..…..40
2.2.2 Relação entre educador e educando……………....................................................……………….……..…………….……41
Conclusão ………………………………………………………………….………….……..……45
Anexos………………………………………………………………………………………..……47
Apêndices………………………………………………………………………………….…….. 53
Bibliografia……………………………………………………………………………….…..……59

Abreviaturas e Siglas

AEA – Alfabetização e Educação de Adultos
IUBM - Igreja União Baptista de Moçambique
CAEA – Centro de Alfabetização e Educação de Adultos
c.p -  Conversa pessoal
MEC – Ministério da Educação e Cultura
SEJT – Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia
PEA – Processo de Ensino e Aprendizagem
SNE – Sistema Nacional de Educação
dr.- doutor (referente à um licenciado)
TPC – Trabalho Para Casa
PP – Práticas Pedagógicas
L1 - Língua primeira
L2 – Língua segunda
UP – Universidade Pedagógica


Lista de tabelas

Tabela 1 – Número total dos alfabetizadores do centro de AEA de Micolene
Tabela 2 – Temas dos seminários apresentados na sala de aulas durante as PPII
Tabela 3 – Temas dos seminários das PPIII



Declaração

Declaro que este Relatório de Práticas Pedagógicas é resultado da minha investigação pessoal e das orientações da minha supervisora, o seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas notas e na bibliografia final.
Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para obtenção de qualquer grau académico.



Nampula, de Setembro de 2011.
_________________________
António Pedro



Dedicatória


A minha família e em especial a minha filha Antónia António Pedro “Tónia” pelo facto de ser fonte da minha inspiração durante os estudos.



Agradecimentos


`A Direcção do Centro de Desenvolvimento Sustentável para as Zonas Urbanas, pela oportunidade que meu deu para dar continuidade com estudos num curso regular enquanto funcionário;
`A equipa de docentes da Cadeira de PP`s da UP e particularmente do Curso de Educação de Adultos durante o período 2009-2011, por terem se empenhado durante a leccionação da Cadeia de Praticas Pedagógicas;
`A supervisora deste relatório, dra Amélia Tocova, vai um agradecimento especial pela paciência e coragem durante o período de elaboração do mesmo;
`A equipa de alfabetizadores do centros de AEA de  Micolene e São João de Deus pela recepção e apoio ao grupo na recolha de dados; e
Finalmente, vai um abraço aos colegas de turma em geral e aos membros dos grupos de trabalho durante as PP`s nos centros em particular, pelo espírito de equipa demonstrado durante de recolha de dados.



Resumo
                                                                                                                                        
A abordagem do presente relatório que tem como tema: Relação entre Educador e Educandos no PEA, tem o objectivo geral de Disseminar a boa experiência educativa de relacionamento entre educador e educando no PEA e especificamente pretende: descrever as experiências vivenciadas durante as PP`s; Caracterizar o bom relacionamento entre educador e educandos observado; e Propor metodologias para a disseminação da experiência para outros centros. As PP`s obedeceram três etapas nomeadamente: PPI para a observação física do centro em 2009 no centro de AEA de Micolene; as PPII com objectivo de observar aulas e as PPIII para assistência, planificação e leccionação de aulas (estas últimas no Centro de AEA São João de Deus). Foi durante as PPII e PPIII que se observou um bom exemplo de relação entre o educador e educandos na sala de aulas que suscita a seguinte questão: Como disseminar a experiência do CAEA São João de Deus para outros centros que enfrentam problemas de mau relacionamento entre educador e educandos? As metodologias usadas para a recolha e compilação da informação foram: Observação (sistemática e assistemática), a entrevista semi - estruturada e a consulta bibliográfica de autores que versam sobre o tema. Como conclusão, aquele centro apresenta uma boa experiência que pode ser aproveitada por outros centros que enfrentam problemas de relação entre educador e educandos mas não é conhecida nem poderá ser aproveitada. Como estratégias para disseminar tal experiência é preciso que: sejam convidados centros que enfrentam problemas de mau relacionamento, a visitar aquele centro para trocar experiência nesta matéria; os estudantes do Instituto de Formação de Educadores de Adultos e o Curso de Educação de Adultos da UP devem visitar aquela experiência durante a sua formação para analisar e documentá-la; e o centro deve ser chamado pelas instituições que formam/capacitam alfabetizadores ou educadores de adultos para moderar este tema apresentando a sua experiência;

 

Palavras chaves: Educandos – Educador – Processo de Ensino e Aprendizagem - Relacionamento



Introdução    

O presente relatório, com vista a obtenção do grau de bacharel pela UP, tem como objectivo geral de Disseminar a boa experiência educativa de relacionamento entre educador e educando no PEA e especificamente pretende: descrever as experiências vivenciadas durante as PP`s; Caracterizar o bom relacionamento entre educador e educandos observado; e Propor metodologias para a disseminação da experiência para outros centros, versando sob o tema: Relação entre educador e educandos no Processo de Ensino e Aprendizagem tomando em conta a realidade do Centro de AEA São João de Deus na cidade de Nampula nos anos 2010 e 2011.

As Práticas Pedagógicas observaram três etapas nomeadamente: Observação Física no Centro de Alfabetização e Educação de Adultos de Micolene no Bairro de Muatala na Cidade de Nampula em 2009 no Primeiro Ano; A Observação de aulas, que decorreu no Centro “São João de Deus” no bairro de Mutauanha em 2010 no Segundo Ano; e a Observação, Planificação e Leccionação de aulas que decorreu também no Centro “São de Deus” no Primeiro Semestre do ano 2011, no Terceiro Ano. O tema do presente relatório foi identificado nas Segunda e Terceira etapas das Práticas Pedagógicas que tiveram lugar em 2010 e 2011 no centro de AEA “São João de Deus” aliada a boa relação entre o educador e os educandos que foi possível notar tanto na sala de aulas assim como fora dela ficando por colocar uma questão: Como disseminar a experiência do CAEA São João de Deus para centros que enfrentam problemas de mau relacionamento entre educador e educandos?

As metodologias de trabalho usadas para recolher informação foram: Observação (sistemática e assistemática), Entrevistas e a consulta bibliográfica. Enquanto a observação sistemática e assistemática foi feita aos educandos e educador na sala de aulas com base numa ficha de observação, por sua vez, a entrevista foi semi-estruturada feita ao Director dos dois centros de Micolene e “São João de Deus” e finalmente a consulta bibliográfica foi feita a obras de autores que versam sobre o tema.
Compilada a informação, o presente relatório tem dois capítulos em que no primeiro faz a descrição das etapas das Práticas Pedagógicas que decorreu no período 2009 a 2011, no segundo capítulo o relatório faz uma análise e reflexão do problema levantado durante as PP`s II e III no CAEA “São João de Deus” e no final apresenta-se uma conclusão. Em anexo, estão as credenciais apresentadas nos centros integrados, em apêndice estão os planos de aula produzidos e termina com a bibliografia das obras consultadas. Como: LAKATOS & MARCONI. Técnica de Pesquisa; DIAS at all. Manual de Práticas Pedagógicas; FERREIRA, PINA & CARMO. A Relação Educador – Educando na perspectiva freiriana; entre outros autores.


 
Capítulo I

2.    2. Descrição das fases das PP`s
As Práticas Pedagógicas observaram três fases nomeadamente: as PPI que consistiram na Observação e integração do ambiente do centro no Primeiro Ano; as PPII com o objectivo de fazer a observação de aulas no Segundo Ano; e as PPIII que consistiram na Assistência, Planificação e Leccionação de aulas no Terceiro Ano. Em todas estas fases foram acompanhadas de actividades específicas em dois centros nomeadamente Micolene no bairro de Muatala no Primeiro Ano em 2009 e São João de Deus no bairro de Mutauanha no Segundo e Terceiro Anos (2010 e 2011).

2.1  Práticas Pedagógicas I
As PP`s I realizadas em 2009, observaram duas fases nomeadamente: fase teórica e fase prática. A fase teórica consistiu em aulas leccionadas pelo docente da cadeira de PPI na sala de aulas e os seminários teóricos apresentados pelos grupos de trabalho criados sob a orientação do docente, cujos temas foram:
·         Técnicas de recolha e análise de dados nas PP`s com destaque para Observação (aspectos a ter em conta, tipos de observação e conteúdos da observação);
·         Entrevista (em que abordava aspectos como tipos de entrevistas, instrumentos e análise de dados documentais) e
·         Os métodos para análise de dados.
Apresentados e discutidos os seminários na sala de aulas, considerou-se terem sido criadas condições para o trabalho de campo.

A fase prática, prevista anteriormente para o Centro de São José, realizou-se no CAEA de Micolene e nestas o trabalho consistia em fazer a observação e registo das condições do ambiente do centro tomando em conta os aspectos físicos, organizativo, administrativo e pedagógico do mesmo, para depois descrevê-los num relatório de PPI, com base numa ficha de observação produzida por uma equipa de docentes do Departamento de Ciências Pedagógicas. (Em anexo a cópia de credencial do grupo apresentada ao centro).
2.1.1     Observação e integração do ambiente do centro

De acordo o Regulamento Académico da UP:
A observação e integração no ambiente escolar são um conjunto de actividades que visam proporcionar ao estudante-praticante um conhecimento efectivo dos mecanismos gerais de funcionamento das instituições escolares, tanto a nível administrativo, quanto a nível pedagógico (Artigo 54 do Regulamento Académico da UP)

Esta actividade teve lugar no Centro de Alfabetização integrado e Educação de Adultos de Micolene localizado no Bairro de Muatala, Posto Administrativo Urbano do mesmo nome, na cidade de Nampula e tinha como objectivo apreender a realidade física. Durante esta fase, fez-se uma análise do centro tomando em conta quatro aspectos nomeadamente: aspecto físico, aspecto organizacional, aspecto administrativo e aspecto pedagógico.

2.1.1.1        Descrição física do centro de AEA de Micolene

Na componente física, o trabalho consistia em observar apenas o aspecto físico do centro, em que foram tomados em consideração: a localização do centro, seu historial, os espaços e edifícios, a situação do abastecimento de água, as condições de segurança e outras condições (a higiene, vias de acesso, equipamentos, entre outras).

a)    Localização do Centro
O Centro de Alfabetização e Educação de Adultos de Micolene, fica localizado na zona do Popottio[1], junto `a Igreja União Baptista de Moçambique, na Rua nº 3.021, em frente a Casa Provincial da Cultura, Unidade Comunal Micolene, Bairro de Muatala, na cidade de Nampula. (Em apêndice o croquim de localização do centro)

b)    Breve historial do centro
 Segundo o responsável do centro e alfabetizador:
O centro de AEA de Micolene funciona desde o ano de 2003 e surge duma iniciativa minha, que pensei em criar um centro para ajudar as pessoas que não tiveram oportunidade enquanto jovens. Depois da sua criação, as aulas eram leccionadas debaixo de mangueira, expondo aos educandos a todo tipo de fenómenos naturais e como consequência disso, verificava-se a desistência de muitos educandos
Passados dois anos, houve uma negociação com a Igreja União Baptista de Moçambique no sentido que esta pudesse autorizar que as aulas fossem leccionadas no edifício da Igreja, visto que esta encontra-se num quintal vedado e o que foi aceite. A partir de 2006, o centro passou a leccionar as suas aulas no espaço da igreja e com afluência massiva de pessoas interessadas. (VALIA, 2009, cp).

Tal como se pode depreender, o centro surge da iniciativa de um morador local e numa primeira fase funcionou com inúmeras dificuldades com destaque para a falta de espaço, aspecto este que foi ultrapassado através da parceria estabelecida com a IUBM, que cedeu as suas instalações para que durante a semana os educandos pudessem assistir as aulas num local com condições de segurança.

c)    Espaços e Edifícios do centro
O Centro de Alfabetização e Educação de Adultos de Micolene, funciona em instalações pertencentes `a IUBM e esta possui um espaço com uma vedação de muro extremamente alto e um pátio enorme e algumas construções anexas para além da capela. Neste sentido, o Centro não possui espaços ou instalações próprias.
O edifício da Igreja, é de “construção melhorada”[2], constituído por: uma capela de orações, um alpendre, uma pequena casa onde funcionam os escritórios da igreja (que se aproveita-se para guardar alguns materiais usados pelo centro), alguns contentores e duas casas de banho de construção precária[3] das quais uma para as mulheres e outra para os homens construídas pela igreja mas que não incluem latrinas. Os alfabetizandos assistem as aulas em 3 locais nomeadamente: nas duas varandas laterais da Capela e no alpendre, mas estes locais não estão revestidos de argamassa, nem existem carteiras para os educandos e os educadores usam cadeiras pertencentes `a igreja durante as aulas.

d)    Abastecimento de Água e Energia no centro
No centro existe uma fonte de abastecimento de água potável que pertence `a igreja e os alfabetizandos no período em que lá estão, têm acesso a fonte. A energia de rede nacional ligada, não beneficia directamente os alfabetizandos do centro, uma vez que as aulas decorrem durante o período diurno e para tal, não tem havido necessidade para recorrer a energia. 

e)    Condições de segurança da IUBM
A Igreja União Baptista de Moçambique, onde funciona o CAEA de Micolene, está cercada de um muro de vedação de cerca de 2 m de altura numa área de cerca de 2.500 m quadrados.
O muro da referida igreja, possui um portão que durante muito tempo permanece fechado enquanto os alfabetizandos estiverem no quintal e para o período nocturno está afecto um guarda que foi contratado pela igreja.

f)     Outras condições do centro
O local onde funciona o Centro, tem uma boa aparência com condições aceitáveis de higiene e limpeza mas as condições em que os educandos assistem as aulas não são boas, uma vez que se sentam no chão num espaço sem argamassa nem carteiras e mesmo tratando-se de uma sombra.
O centro está bem localizado, com facilidade de via de acesso até ao local mas um aspecto que merece reparo é pelo que embora esteja localizado num espaço que não é da sua pertença, dentro de um muro alto que não facilita o acesso por qualquer pessoa que não seja crente ou educando, não existe uma placa de indicação da existência do tal centro naquele local. No centro não existe um jardim nem um outro espaço de recreação.

1.1.1.2 Descrição da área Organizacional do Centro de Micolene

A organização e gestão da educação em geral e da escola em particular, é um aspecto que chama atenção sobre os diferentes componentes dentro da escola sobre tudo aspectos de planificação, execução, controlo e avaliação do processo educativo tendo em vista a participação de todos os envolvidos.
(...) Gestão Educacional, entendida numa perspectiva democrática, que integre as diversas actuações e funções do trabalho pedagógico e dos processos educativos, especialmente no que se refere ao planejamento, à administração, à coordenação, ao acompanhamento, à supervisão, à inspecção, à orientação educacional e à avaliação em contextos escolares e não-escolares e nos sistemas de ensino e ao estudo e participação na formulação, implementação e avaliação de educação’ (ANFOPE apud MARQUES)

Nesta área organizacional, faz-se descrição sobre os planos (gerais e sectoriais) existentes no centro, sobre os regulamentos de avaliação, a gestão de instruções e despachos, os planos de estudo concebidos pelo centro, o estatuto do professor e o estado de conservação dos livros de turma.


a)    Plano geral do Centro e Planos sectoriais de AEA
Entende-se como sendo o plano, um dos instrumentos da organização escolar.
 O Plano da escola é um plano pedagógico e administrativo da unidade escolar, onde se explicita a concepção pedagógica do corpo docente, as bases teórica metodológica da organização didáctica, a contextualização social, económica, política e cultural da escola, caracterização da clientela escolar, os objectivos educacionais gerais, a estrutura curricular, as directrizes metodológicas gerais, o sistema de avaliação do plano, estrutura organizacional e administrativa (LIBÂNEO, 1994:230)

Partindo deste pressuposto de que o processo de planificação escolar conduz a concepção de um plano da mesma, sendo uma tarefa docente que inclui tanto actividades didácticas em termos de sua organização e coordenação em face dos objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do Processo de Ensino.
O CAEA de Micolene mesmo com estes princípios, não possui um plano geral que visa orientar o processo educacional ao nível do centro. Os alfabetizadores guiam-se em planos elaborados ao nível dos SEJT da cidade de Nampula, que orientam de forma geral sobre o processo de Educação e Alfabetização de Adultos e Jovens.

b)    Regulamento de avaliação do centro
Avaliação é uma componente do processo de ensino e aprendizagem que visa verificar e qualificar os resultados obtidos, determinar a correspondências desses com objectivos propostos e daí orientar a tomada de decisões em relação as actividades didácticas seguintes (LUCKESI apud LIBÂNEO: 1994:196).
A actividade de avaliação dos alfabetizandos tem sido realizada no centro mas com maior ênfase para a classificação mas não existe nenhum regulamento concebido ao nível local, que define os objectivos da avaliação e propõe os respectivos instrumentos.


c)    Instruções de despachos no centro
As instruções dos despachos ministeriais na área de educação, constituem as decisões ou linhas de orientação dos Ministérios de tutela sobre como deve funcionar o processo de educação no País. Estas instruções são direccionadas `as instituições de ensino para a sua implementação ou aplicação.
Neste centro, não existem estes instrumentos através dos quais os educadores  devem fazer consulta para se guiarem  no cumprimento da visão do governo sobre o processo de educação e alfabetização naquele centro, mas percebe-se que há circulares emitidos pelos SEJT da cidade de Nampula sobre como deve funcionar o processo de educação e alfabetização.

d)    Planos de Estudo e Circulares do centro
No que se refere a estes instrumentos, não existe um plano de estudo concebido pelo centro se não as orientações gerais sobre o processo de alfabetização. O processo de planificação no centro, não é implementado e as actividades decorrem de forma “ Had Hoc[4]”. Ao nível do centro não são fixadas circulares do Ministérios visto que não existe uma vitrina e as informações são transmitidas oralmente tanto aos educadores assim como aos educandos.

e)    Estatuto do professor/educador
O professor/educador é o indivíduo que no PEA tem a tarefa de preparar, mediar a transmissão dos conteúdos e posterior avaliação. Os educadores deste centro são todos voluntários que desempenham a função de alfabetizadores e é a eles cabe a tarefa de preparar, mediar e avaliar os conteúdos. No centro não existem exemplares do estatuto do professor.

f)     Uso e conservação dos livros de turma
O Centro possui no total 3 turmas e todas possuem livros de turma que servem para fazer a marcação de presenças e o registo de sumários de cada aula leccionada pelos alfabetizadores/educadores. Os livros estão em bom estado de conservação e estão na responsabilidade do responsável do centro em coordenação com os alfabetizadores e chefes das turmas.
1.2.2.3Descrição da área Pedagógica do Centro de Micolene

Nesta área foram verificados e analisados os trabalhos relativos a área pedagógica que incluem classes, ciclos e grupos de disciplinas do centro, os mapas estatísticos dos educandos, o pessoal docente do centro, os horários de aulas, a organização das turmas, o aproveitamento pedagógico dos educandos, os processo de exames e o funcionamento de biblioteca no centro que a seguir são descritos.

a)    Planos de estudo das classes, Ciclos e Grupos de Disciplinas
Embora se coloque a relevância e importância do processo da planificação no PEA, neste centro não existe cultura de planificação e sistematização das actividades dos alfabetizadores. Não existem planos concebidos para cada nível de ensino mas sim os alfabetizadores usam os manuais na sala de aula.
Neste centro, as aulas são leccionadas em dois ciclos: Alfabetização ( I e II ano ) nas disciplinas de Matemática e Português  e Pós Alfabetização ( III ano) nas disciplinas de Português, Matemática e Ciências Naturais. Não há grupos de disciplina a funcionar no centro sendo que cada educador é responsável por todas as disciplinas leccionadas na sua turma.

b)    Mapas estatísticos dos educandos
Em todos os anos são preenchidos matrizes de mapas estatísticos fornecidas pelos SEJT da cidade de Nampula, mas devido a falta de um arquivo do centro para guardar a documentação, não existe uma base de dados sobre os mesmos. Para o ano de 2009, o centro lecciona aulas do segundo e terceiro anos apenas com um universo de 77 alfabetizandos e destes, 37 foram do II Ano numa turma única e 40 do III Ano subdivididos em duas turmas.

c)    Pessoal docente no centro.
Segundo o responsável do centro, existem 3 alfabetizadores voluntários e todos sem formação Psico-pedagógica. Destes, um lecciona uma turma do II ano e dois leccionam duas turmas do III Ano na qual o responsável do centro é um dos alfabetizadores. A tabela abaixo, indica o número total dos alfabetizadores do centro por sexo, a formação académica e Psico-pedagógica.
Tabela 1: Número total de alfabetizadores do centro
                      
        Alfabetizadores

Total

Nível académico
Formação Psico pedagógica
Elementares
Básico
Médio
Sim
Não

Sexo
Masculino
02
00
02
00
00
02
Feminino
01
01
00
00
00
01
Total
03
01
02
00
00
03
Fonte: Mapa estatístico 2009

Constata-se a partir da tabela que dos 3 alfabetizadores, dois são homens com nível básico e uma mulher com o nível elementar do SNE. Mesmo assim, nenhum deles teve uma formação Psico-pedagógico para o exercício da actividade. Não existem grupos de disciplinas visto que cada alfabetizador é responsável por uma turma com duas ou três disciplinas diferentes.

d)    Horários de aulas no centro
Desde a sua criação o CAEA de Micolene lecciona as aulas em um turno apenas do I ao III Anos, mas em 2009, devido ao número reduzido de candidatos inscritos para o I Ano, estes foram integrados no II Ano em uma turma única (VALIA, 2009, cp).
Existem horários mas estes não foi possível ter acesso uma vez que depois de tanto solicitar, o responsável do centro não disponibilizou e segundo o responsável do centro, as aulas decorrem em um período apenas das 13:30h as 15:30h

e)    Organização das turmas no centro
No centro existem uma turma do II ano que surge como resultado da fusão  entre os alfabetizandos inscritos para o I e II ano em 2009 e duas turmas do III ano leccionadas por dois alfabetizadores.

f)     Função do Director de Turma.
O Director de turma para além de ser alfabetizador, é o intermediário entre o Responsável do Centro e os alfabetizandos. Dirige os encontros com os alfabetizandos na sala de aula e por sua vez sob a orientação do responsável do centro transmite as informações deste aos alunos sobre o funcionamento do centro.
g)    Aproveitamento pedagógico dos educandos
Não foi possível ter acesso ao mapa de aproveitamento pedagógico do ano 2008 mas existe uma informação segundo a qual em 2007 dos 62 alfabetizandos do II ano submetidos a avaliação, 56 tiveram positiva e dos 43 alfabetizandos avaliados do III ano, 38 tiveram positiva, fazendo uma percentagem de 89% de aproveitamento pedagógico. (Em anexo o mapa de aproveitamento pedagógico de 2007)

h)    Processo de exames no centro.
Os exames são realizados no respectivo centro no final de cada ano lectivo aos educandos do 3º Ano. O responsável do centro em coordenação com os SEJT da Cidade de Nampula, organiza todo o processo de preparação. Durante a fase de realização de exames, o centro recebe alfabetizadores de outros centros para constituir o júri e no final, os membros preenchem um formulário de acta de realização de exames que depois é enviada `aos SEJT da Cidade e uma cópia fica no centro.

i)      Uso de biblioteca no centro
A biblioteca é considerada um dos mais antigos sistemas de informação existentes na história da humanidade, é considerada pólo de irradiação cultural de grande significação. Inerente à sua própria condição, tem o papel de motivar o leitor para o livro e a leitura. O Centro de AEA de Micolene não possui biblioteca e segundo o responsável do centro, esta faz falta ao centro visto poderia auxiliar o processo de aprendizagem dos alfabetizandos.

1.2.2.4   Descrição da área administrativa do Centro de Micolene

Nesta área faz-se descrição da área que tem por atribuição fazer a gestão dos recursos (humanos, materiais e financeiros) e no presente relatório analisa-se a organização dos processos dos funcionários e educandos, a organização do arquivo, o processo de inventariação e actualização do património do centro (bens moveis e imóveis), a organização do processo de contas, a organização do processo de matrículas incluindo as outras sessões do centro.

a)    Processos dos funcionários e dos educandos.
Neste centro não existem funcionários e os alfabetizandos voluntários que trabalham no centro não possuem processos apenas contrato com os SEJT.
Os processos dos educandos estão arquivados na casa do responsável do centro visto que o espaço que a igreja disponibiliza para deixar alguns materiais não oferece muita segurança. A falta de segurança deve-se ao facto de ser da responsabilidade da Igreja no qual entra maior número de pessoas fora do centro.

b)    Organização do arquivo do centro
Tomando em conta que o arquivo é o espaço que serve para o controlo e a gestão do expediente de uma dada instituição ou organização, no CAEA de Micolene, não existe uma secretaria ou um sector que faça a gestão do arquivo do centro aliada a falta de mobiliário, nem pastas de arquivo que facilite a conservação os documentos.
Todo o expediente que entra no centro o responsável leva pessoalmente para casa e comunica aos colegas porque no centro não se pode deixar, visto que não pertence ao centro mas sim a igreja, sendo assim, é o responsável do centro que gere os documentos do centro e qualquer pessoa que quiser ter acesso deve fala com o mesmo.
c)    Inventariação dos bens móveis e imóveis do centro
O centro não possui bens dignos de registo e os únicos bens resumem-se em 6 quadros pretos que são usados durante as aulas. Os bens imóveis são da pertença da Igreja. A aquisição dos quadros por exemplo, foi feita de forma aleatória com base no dinheiro das matrículas e não se realizam abates.
d)    Organização do processo de contas do centro
Neste centro não foram criados sectores nos quais devia incluir o da contabilidade, mesmo assim o centro faz a colecta de dinheiro proveniente das matrículas e do pagamento de certificados. Este dinheiro é recolhido pelo responsável do centro e depois é dado o devido encaminhamento `aos SEJT da cidade ou aquisição de alguns materiais necessários para o funcionamento. O centro não possui nenhuma conta bancária para o depósito de valores.
e)    Organização do processo de matrículas dos educandos
As matrículas decorrem no início de cada ano lectivo e neste período, o responsável do centro em coordenação com alguns alfabetizadores, fazem a inscrição dos candidatos mediante um pagamento de um valor a ser estabelecido pelos  SEJT da cidade que depois é canalizado para esta.
f)     Outras secções do centro
O centro possui duas equipas de futebol onze das quais uma masculina e outra feminina, que integram jovens da escola e interessados fora da escola, treinadas responsável do centro. As secções de treino decorrem 3 vezes por semana (segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras) e esta compete com outras equipas em finais de semana ou feriados.

1.1.2 Constatações e recomendações das PPI

As Práticas Pedagógicas realizadas pelo estudante no CAEA de Micolene situado no bairro de Muatala, permitiu apreender a realidade do centro, examinar e compreender o PEA através de um contacto directo entre o estudante e a realidade do centro.
1.1.2.1 Constatações
As constatações levantadas de acordo os aspectos observados nesta fase são:
·         O centro funciona em instalações emprestadas pela IUBM sem condições para decorrer o PEA aliada a falta de salas de aulas, mobiliários entre vários outros;
·         Não existe documentação de consulta como: Estatuto do Professor, regulamentos que orientem o processo de avaliação, manuais ou cópias de legislação do sector de alfabetização entre outros;
·         Os educadores não elaboram planos de aulas e isso faz com que as aulas decorram sem que sejam definidos os objectivos que se pretendem alcançar, aliada a falta de formação psicopedagógica dos mesmos; e
·         Há falta de um arquivo para a gestão da documentação do centro.


1.1.2.2 Recomendações
De acordo as constatações feitas acima, importa fazer as seguintes recomendações:
·         A Direcção do centro deve identificar a médio prazo, um espaço próprio em coordenação com as autoridades municipais locais ou da igreja para a construção de instalações próprias;
·         A Direcção do centro deve solicitar dos SEJT da cidade de Nampula, manuais ou cópias de estatutos do professor, regulamentos de avaliação, despachos do Ministério da Educação e outra documentação relevante para consulta e organizar secções de estudo dos mesmos com os alfabetizadores;
·         O SEJT da cidade deve incluir nos seus planos de capacitação psicopedagógica, os alfabetizadores daquele centro; e
·         O centro deve coordenar com a IUBM para encontrar um espaço dentro da igreja para guardar alguns documentos importantes do centro.

1.3         Práticas Pedagógicas II

As PP`s II tiveram lugar em 2010 e estas foram subdivididas em duas fases: fase teórica e fase prática. A fase teórica aconteceu na sala de aulas junto a UP, nesta o docente e supervisor da cadeira orientou a preparação e apresentação de seminários teóricos em grupos com os seguintes temas:

Tabela 2: Temas dos seminários apresentados na sala de aula durante as PPII.
Nome do Grupo
Tema
A
Objectivos do Processo de Ensino e Aprendizagem
B
Instrumentos de recolha de dados
C
Métodos de Ensino e Aprendizagem
D
Meios e Recursos de Ensino e aprendizagem
E
A Planificação do Processo de Ensino e Aprendizagem
F
Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem
G
Relação Educando vs Educador no Processo de Ensino e Aprendizagem
Fonte: Adaptado do autor                                                                             

Os temas apresentados tinham o objectivo de levar aos estudantes a uma reflexão aprofundada sobre o PEA, com vista a estabelecer uma melhor articulação entre a teoria e a prática nos centros integrados.
A parte prática teve lugar no Centro de AEA “São João de Deus” no Bairro de Mutauanha e tinha em vista fazer a observação de aulas e o preenchimento de ficha de observação disponibilizada pelo supervisor.


1.3.1 Observação de aulas no centro

A observação de aulas teve lugar no Centro de AEA São João de Deus (salas anexas da Escola Itália) no Bairro de Mutauanha, Posto Administrativo Urbano de Muatala na cidade de Nampula. Nestas a observação recaiu sobre as aulas dadas pelo tutor, desde a planificação até a avaliação. Abaixo abordam-se sobre os objectivos e critérios de observação e as técnicas e instrumentos de recolha de dados usados para além de descrever: o perfil dos educadores, a organização da turma, o programa do 3º Ano, a dosificação e planos de aula elaborados pelos educadores, o aproveitamento pedagógico da turma observada, a estrutura e organização das aulas e os momentos das aulas observadas.

1.2.1.1 Objectivos e critérios de observação de aulas
A observação naquele centro tinha como objectivo conhecer situações concretas de ensino e aprendizagem, verificando como é que o educador faz a gestão do tempo de aula, como controla a disciplina na sala de aula, como usa o material didáctico, como avalia o Processo de Ensino e Aprendizagem.
O critério usado foi observar o decurso das aulas na sala, na presença do educador, no âmbito do seu trabalho normal e durante a observação a tarefa dos praticantes limitava-se em observar as aulas, preencher a ficha de observação e questionar fora da sala de aula ao educador sobre alguns aspectos da aula.
 Também foram mantidos contactos com a Direcção pedagógica do centro integrado para solicitar alguns dados relevantes ou mesmo documento para levantar informações que não foram possíveis de encontrar na sala de aula como por exemplo os mapas estatístico, o aproveitamento pedagógico do ano anterior entre outros.

1.2.1.2 Técnicas e instrumentos de recolha de dados.

Segundo LAKATOS e MARCONI (1996: 79),A observação é uma técnica de recolha de dados para conseguir informações e utiliza os órgãos de sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade.” 
A entrevista é uma conversa entre um entrevistador e um entrevistado que tem por objectivo extrair determinada informação do entrevistado (Ibid)
 Partindo de princípio de que a observação e a entrevista são técnicas de recolha de dados, durante a observação foram privilegiadas estas duas técnicas com o objectivo de recolher dados sobre o decurso de aulas.
Para auxiliar a observação no centro, foi usada uma ficha de recolha de dados produzida por equipa de docentes do Departamento de Ciências Pedagógicas e entrevista semi - estruturada com o responsável do centro, o dr. Adriano Boma.

1.2.1.3 Descrição do perfil dos educadores

Tomando em conta que educador e um indivíduo que facilita o processo de ensino e aprendizagem importa buscar uma ideia de Julius Nyerere  que diz que “o Educador de Adultos é como um líder, como um guia, uma lanterna que todos recorrerão juntos e deve possuir um perfil próprio” (Cfr http://viveraprender.blogspot.com/2006/06/mais-uma-comunicaoo-perfil-do-educador.html)
Os educadores do centro de Alfabetização e Educação de Adultos São João de Deus têm boa apresentação durante as suas actividades. Na sua maioria para além da formação geral, beneficiaram de formação psicopedagógica para o exercício da sua actividade, pelo então Centro de Formação de Quadros de Alfabetização e Educação de Adultos de Mutauanha, na cidade de Nampula. Exercem a sua actividade há mais três anos e para tal acumulam muita experiência em matéria de alfabetização de jovens e adultos. Para as turmas do 3º ano existem dois educadores dos quais um nas salas da sede e outro nas salas anexas da escola Itália no mesmo bairro.

1.2.1.4 Organização das turmas     no centro

Para que o PEA decorra de forma satisfatória é preciso que seja antecedido por uma organização e a organização das turmas é uma das componentes. Segundo dados referentes ao primeiro semestre do ano 2010, nas salas anexas da Escola Itália do CAEA São João de Deus, funcionam duas turmas das quais uma do 2º Ano e outra do 3º Ano..

1.2.1.5 Breve descrição do programa do 3º Ano de AEA

O centro utiliza o programa de Alfabetização e Educação de Adultos elaborado pelo governo para este subsistema. Tal programa, 3 disciplinas anuais para o 3º Ano, nomeadamente: Português, Matemática e Ciências Naturais em dois semestres. Terminado o ano, os educandos aprovados deste nível de ensino, equivalem-se aos alunos graduados da 5ª classe do SNE. É com base neste programa que os educadores se guiam na leccionação das aulas.
                        

1.2.1.6 Dosificação e planificação de aulas no centro    

No centro de AEA são João de Deus – Itália, os educadores fazem a dosificação e planificação das aulas que leccionam, enquanto os planos de aula são diários e referem-se apenas as actividades que serão realizadas durante a mesma, por sua vez a dosificação é quinzenal. Os planos de aulas elaborados pelos educadores fazem referência as actividades diárias dos educadores na sala de aulas. Os planos de aulas elaborados contemplam apenas um objectivo, funções didácticas são descritas em forma de momentos (introdução, desenvolvimento e avaliação). Em suma os planos apresentam algumas lacunas técnicas pois não espelham todos os elementos previstos nas bibliografias.


1.2.1.7 Aproveitamento pedagógico da turma observada.
O aproveitamento pedagógico é uma das componentes que ajudam a avaliar o andamento do processo de ensino e aprendizagem.
Não foi possível obter uma informação anual sobre o aproveitamento pedagógico mas tomando em conta o mapa de avaliação do ano 2009 e do relatório de actividades referente ao 1º semestre de 2010, observa-se o seguinte: em 2009 dos 29 educandos que chegaram ao final do ano, apenas 5 não transitaram e os restantes 21 transitaram perfazendo uma percentagem de cerca de 83% de aproveitamento pedagógico. No 1º semestre de 2010, dos 43 educandos que foram avaliados, apenas 3 tiveram negativas e os restantes 40 tiveram aproveitamento correspondente a 93% de positivas
Partindo destes dois documentos locais, pode-se perceber que o aproveitamento pedagógico no Centro de AEA São João de Deus tende a ser bom visto que a maior percentagem de educandos que têm sido submetidos a avaliação é de positivas e consequentemente aprovações.
      1.2.1.8 Observação da turma do 3º Ano         
Partindo do principio de que “a sala de aula é o espaço físico em que se realiza a interacção directa entre os sujeitos, professor e aluno” (PIMENTA e LIMA apud DIAS et all:2008) no Centro de AEA São João de Deus – Itália, os educandos do 3º Ano estudam em sala de construção melhorada (blocos de cimento e cobertura de chapas de zinco), é muito espaçosa, e, as salas são maiores que permite a maior circulação do ar, tem portas e janelas. As salas estão equipadas de carteiras suficientes para se sentarem todos educandos e secretárias para os educadores.
A turma era composta de cerca de 25 educandos e na sua maioria do sexo feminino com idades entre 15 a 45 anos de idade. Muitos dos educandos ingressaram a alfabetização a partir do segundo ano. Os educandos que frequentam as aulas mostram-se satisfeitos e continuam a mostrar interesse embora se note repetidamente atrasos e muitas faltas injustificadas de muitos deles.
O educador é voluntário jovem do sexo masculino, tem o nível académico básico geral do SNE e para o exercício da actividade de alfabetizador, beneficiou de uma capacitação psicopedagógica através do Centro de Formação de Quadros de Alfabetização e Educação de Adultos de Mutauanha, na cidade de Nampula, promovida pelos SEJT da cidade de Nampula. Enquanto conduz a aula, identifica-se mais líder pois conhecendo os educandos, usa uma voz audível, uma linguagem adequada tomando em conta o grupo alvo e motiva os educandos para a aula para além de trazer exemplos que espelham a realidade dos seus educandos e intercala o uso da Língua Emakhuwa para explicar expressões ou termos de difícil percepção durante a aula.
1.2.1.9 Estrutura e organização das aulas

A aula é uma célula que representa o todo da escola: Projecto Político-Pedagógico, o currículo, o projecto de áreas e planeamento da disciplina (Cfr DIAS et all:2008).
Em linhas gerais a aula associa-se a ideia dos alunos procurarem os saberes e esta é dirigida pelo educador e é visualizada num plano de aulas.
De acordo DIAS (2008) “no acto da elaboração de um plano de aula, o educador deve reflectir nele os seguintes elementos: objectivos, conteúdos, competências, materiais, meios, actividades de Ensino e aprendizagem e avaliação”.
Tomando em conta que são estes os elementos essenciais a ter em conta a seguir analisam-se os aspectos observados no acto da estrutura e organização, de acordo os planos de aulas.
                                
a)    Momentos da aula previstos nos planos

De acordo o plano de aula, este privilegia 3 momentos essenciais: Introdução em que o educador pretende situar os alunos no conteúdo a ser explorado na aula o educador saúda os educandos, corrige o TPC do dia anterior no final fala do tema da aula e da sua importância; Desenvolvimento que constitui a etapa da aula propriamente dita em que o educador apresenta os tópicos considerando os objectivos da aula, usa diversos recursos e o conteúdo principal ocupa a maior parte do tempo da aula; e Verificação em que o educador analisa os objectivos em relação ao que foi apresentado no desenvolvimento e é o espaço para mais ponderações, discussões, e colocação de opiniões. Neste momento no final o educador marca TPC mas que os educandos resolvam em casa.

b)    Objectivos das aulas previstos nos planos
O objectivo constitui aquilo que na verdade se pretende atingir com qualquer acção.
Chama-se objectivo, a descrição clara do que se pretende alcançar como resultado da nossa actividade e estes nascem da própria situação: da comunidade, da família, da escola, da disciplina, do professor e principalmente do aluno pois estes são sempre do aluno para aluno PILETTI (1996:65)

Na turma observada, o educador define apenas um objectivo a ser alcançado ao fim da aula planificada de uma forma genérica, não respeitando deste modo a Taxonomia de Bloom que refere a necessidade de se tomar em conta na formulação dos objectivos 3 aspectos nomeadamente: cognitivo, afectivo e psicomotor.
c)    Conteúdos da aula previstos nos planos
Sabe-se que é através dos conteúdos que são concretizados os objectivos. Segundo (LIBÂNEO, 1994) “Conteúdo de ensino é o conjunto de habilidades, conhecimentos, hábitos, modos valorativos e atitudinais de actuação social, organizados didacticamente e pedagogicamente, tendo em vista a assimilação e aplicação pelos alunos na sua prática de vida”
Nas aulas observadas, o educador apresenta os conteúdos no acto da planificação e na sala de aula os passa aos educandos, distribuídos pelos três momentos da aula.

d)    Métodos e estratégias de ensino usados pelo educador
Os métodos de ensino são acções, processos ou comportamentos planificados pelos educador/professor, para colocar o educador/aluno em contacto directo com as coisas, factos ou fenómenos que lhes possibilitem modificar a sua conduta, em função dos objectivos previstos (Cfr DIAS et all:2008).
Partindo desta mesma visão e de acordo o observado, o educador usa métodos de ensino nos quais se destacam: método expositivo durante a aula; método de elaboração conjunta na introdução e durante o desenvolvimento da aula e método de trabalho independente na resolução de exercício.
e)    Funções didácticas usadas durante a aula
Funções didácticas são etapas que ocorrem no processo de ensino aprendizagem e estas estão estruturadas e sistematizadas das quais se destacam: Introdução/Motivação, Domínio/Consolidação e Controle/Avaliação. Cada fase de uma aula corresponde a uma só função didáctica dominante, embora nesta mesma fase se regista o envolvimento das restantes, com o fim elas assegurarem a eficiência da assimilação da matéria. Cada função didáctica, como momento ou passo da aula que reflecte as regularidades do processo de ensino aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração, conteúdo, método dominante, conjuntos de meios e formas de ensino a utilizar inclusive as actividades concretas dos alunos (Cfr Bonnet et all:2007).
Nos planos observados do educador, não segue esta sequência lógica das funções didácticas resumindo-se apenas em motivação, desenvolvimento e verificação. Pode-se considerar que estes elementos do plano desempenham as tais funções mas a dado passo durante a aula é notório que faltam muitos aspectos a abordar em função do que as teorias fazem referência.
f)     Materiais didácticos usados pelo educador
Igualmente o educador faz uma previsão de matéria mas não especificamente para cada função didáctica mas sim na generalidade. Por esta falta de distribuição na previsão do material em cada função didáctica torna-se difícil perceber em que função se usa cada um dos materiais previstos.
g)    Avaliação durante a aula
A avaliação é um processo que deve-se ter em conta no PEA pois é através desta que se faz análise do grau de alcance de objectivos, da eficiência e eficácia dos métodos entre outros.
Partindo da visão de PILETTI  de que: 
 A avaliação é processo que se usa para determinar o grau e a quantidade de resultados alcançados em relação aos objectivos, considerando o contexto das condições em que o trabalho foi desenvolvido, a avaliação que o grupo observou foi do tipo formativa em que no final da aula, o educador levantava questões para avaliar o nível de percepção da matéria dada. Para além desta mas não com maior relevância o educador fazia avaliação diagnóstica no início do tema para explorar o nível de conhecimento dos educandos (Piletti, 2004).
Neste centro o meio que o educador usa para avaliar os seus educandos durante a aula, é através de perguntas individualizadas para medir o nível de compreensão dos seus educandos, corrigindo exercícios dos educandos procuram sempre detectar dificuldades para possível superação, e o seu nível de trabalho aceitável. O educador explicou no plano do centro estão planificadas avaliações sumativas.

h)    Relação entre educador e educandos na sala de aula
A relação professor aluno ou educador e educando, deve ser caracterizada por uma reciprocidade dinâmica apesar de diferentes papéis, embora muitas vezes, essa relação apresentar-se contraditória tomando em conta os interesses que são ultrapassados pela dialéctica do professor. Com métodos próprios, a interacção educador vs educando favorece o ensino dinâmico, coerente, sustentável e democrático.
Na sala observada, foi notório o bom relacionamento entre o educando e os educadores embora este ser mais novo que a maioria dos educandos. O educador sempre procura não impor mas manter uma relação de cooperação, de respeito e de crescimento.
Os métodos mais usados pelo educador para promover interacção entre os educandos são os trabalhos em grupo, debates e elaboração conjunta. A relação pode ser visível na medida em que através do diálogo o educador mantêm silêncio na sala de aula, chama atenção aos educandos e por sua vez o educador esclarece as dúvidas e promove um ambiente de harmonia entre ambos o que deixa estes confiantes.
A relação entre educador com seus educandos, na sala de aula ou fora da sala de aula, referente ao modo de comunicação entre ambos, aos aspectos efectivos – emocionais e a dinâmica da manifestação faz entender que existem boas relações entre eles, mas também, nota-se boa colaboração entre os educadores e os educandos tanto dentro como fora da sala de aula, que da boa impressão de um ambiente favorável respeitoso, boa conduta e prudência neste centro.

i)      Observações gerais e avaliação das aulas observadas na sala
De uma forma geral, o Centro de AEA “São João de Deus” cuja tem salas anexas na Escola Itália, está organizado. Possui uma estrutura funcional com pessoal, infra-estruturas propícias para o decurso de um processo e aprendizagem.
Os educadores para além da formação académica, possuem formação psicopedagógica para o exercício da sua actividade o que lhes facilita a condução do PEA embora serem voluntários.
Nas aulas observadas foi possível perceber que os educadores planificam as aulas, implementam os seus planos na sala de aula e avaliam. Na sala de aulas os educadores funcionam como líderes do processo e mantêm uma relação de convivência muito boa com os seus educandos embora com a diferença de idade.
Os educandos colaboram na medida em que mesmo com dificuldades para retenção das matérias fazem o esforço e aquilo que não sabem recorrem ao educador no qual este está sempre atento e disponível para ajudar e esclarecer.

1.3.2     Constatações e recomendações das PPII

No centro integrado em que realizaram as PPII e na turma observada em particular tem condições para o funcionamento pleno de um processo de alfabetização de jovens e adultos como por exemplo: infra-estruturas, equipamentos, pessoal qualificado para o exercício da actividade entre outros. De acordo as observações feitas durante as PPII, a seguir apresentam-se algumas constatações e recomendações: 
1.2.2.1 Constatações
As grandes constatações levantadas são:
·         Nota-se um aspecto de relacionamento muito louvável entre o educador e os educandos e educandos entre si na sala de aula, como consequência desenvolve-se um bom ambiente para aprendizagem em que o próprio educador está sempre disponível para apoiar os seus educandos;
·         Ainda nota-se alguns problemas de natureza técnica dos educadores ligados a planificação de aulas como: a integração lógica de todos os elementos de um plano de aulas, a previsão dos conteúdos de acordo as funções didácticas, a disponibilidade ou o uso de recursos de ensino com a base a realidade dos educandos entre outros; e
·         Nos educandos observa-se a situação de atrasos e faltas injustificadas de alguns deles, embora tenham vontade pois depois de muito tempo sempre voltam ao centro para continuar com as aulas.

1.2.2.2 Recomendações
Como recomendações importa destacar:
·         Necessidade das instituições investigação e de ensino ligadas a educação de adultos documentar e disseminar esta experiência de bom relacionamento entre educador e educandos para outros centros;
·         A necessidade de submeter aos educadores aos programas de capacitação ou reciclagem contínua dos alfabetizadores em matéria de elaboração de planos de aulas, como forma de adequá-los a nova realidade.
·         Continuar com programas de consciencialização aos educandos sobre a importância da alfabetização e educação de adultos e ainda a necessidade de revisão sobre a relevância dos conteúdos e dos métodos utilizados no centro.


1.3 Práticas Pedagógicas III

A PPIII, tiveram como foco a assistência, a planificação e a leccionação de aulas, que tiveram lugar no CAEA “São João de Deus, no Bairro de Mutauanha, no Primeiro Semestre do 3º Ano em 2011. (Em anexo a credencial e lista dos membros apresentada).

1.3.1 Assistência, Planificação e Leccionação de aulas 

Esta etapa incluiu duas fases: fase teórica e fase prática. A fase teórica de acordo o
programa apresentado pelos supervisores, privilegiava a preparação e apresentação de  seminários de acordo o demonstrado na tabela abixo:

Tabela 3: Temas dos seminários apresentados na sala de aula nas PPIII
Nome do Grupo
Tema
1º Grupo
Análise do Programa do 3º Ano da Disciplina de Ciências Naturais
2º Grupo
Elaboração de um Plano de aula da Disciplina de Português
3º Grupo
Reflexão sobre os métodos didácticos aplicáveis da aprendizagem de adultos
4º Grupo
Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem de Adultos
5º Grupo
Sistema Nacional de Educação: Princípios, Estrutura, Subsistemas e Funções
6º Grupo
Análise do papel do educador na aprendizagem de adultos
7 Grupo
Relação entre Centro de AEA e a Comunidade onde está inserido
Fonte: Adaptado do autor                                                                              

Feita a compilação da informação sobre os temas propostos, não foi possível a apresentação dos mesmos em seminário, devido a agenda da equipa dos docentes da cadeira.
A fase prática decorreu no centro de AEA “São João de Deus” e nesta foram realizadas actividades como: assistência de aulas dadas pelo tutor, a planificação e leccionação de aulas.

1.3.1.1 Assistência as aulas na sala 

A semelhança da segunda etapa, a assistência de aulas teve lugar no Centro de AEA “São João de Deus” (salas anexas da Itália) no bairro de Mutauanha, na turma do 3º Ano. Nestas a observação recaiu sobre as aulas dadas pelo tutor, desde a planificação até a avaliação.
De acordo as aulas observadas durante as Práticas Pedagógicas no Centro de AEA foi possível constatar que ainda verificam-se dificuldades na elaboração dos planos de aula e esta é feita individualmente pelo educador e sendo assim o processo de planificação de aulas é feito de forma deficitária, isto é, o educador não apresenta todos os elementos exigíveis de acordo a bibliografia como: objectivos de acordo os três níveis (cognitivo, afectivo e psicomotor), verifica-se repetição dos mesmos métodos de ensino nos planos de aulas do educador aliada a falta de meios e materiais para o efeito.
Em relação a condução da aula, o educador demonstra um grande domínio na condução da aula, pois embora não espelhando no plano de aula todos os elementos, o educador usa todas as funções didácticas, demonstraram domínio da aula, usa o tempo de forma bem estruturada, controla a sala de aula e no final faz sempre avaliação aos educandos, através de perguntas, exercícios e trabalhos de casa.
O aspecto muito importante observado durante a assistência de aulas, tal como nas PPII, foi a relação existente entre educador e os educandos que foi digna de registo e uma experiência a ser registada para depois ser disseminada pois a relação professor - aluno ou educador/educando é fundamental em todos os níveis e modalidades de ensino porque é através dela que o aluno/educando pode ser motivado a construir seu conhecimento. Para além do bom ambiente que se mantém dentro da sala de aula o que motiva a presença contínua dos educandos, foi notório que em algum momento, os educandos colocam ao educador preocupações extra-escolares, fora da sala de aula mantém conversa aberta com o educador, enquanto tiverem dúvida na sala de aula os educandos se sentem livres de questionar e o educador esclarece sem ressentimentos. Isto faz com que alguns educandos de centros vizinhos abandonem as suas salas para se juntarem a aquela turma observada segundo informações colhidas por alguns educandos. 
1.3.1.2 Planificação de aulas pelo estudante praticante

Toda actividade de ensino para a sua realização deve ser antecedida uma reflexão e análise depois colocada em documento para a sua operacionalização depois será monitorado e avaliado e este processo denomina-se por planificação. No PEA igualmente faz-se a planificação para evitar rotinas e improvisos, contribuir para a realização dos objectivos previstos para a eficiência do ensino e garantir maior eficiência na direcção do ensino e economiza tempo.

Segundo PILLETI (2004:72) “Plano de aula, é a sequencia de tudo o que vai ser desenvolvido em um dia lectivo. É a especificação de comportamentos esperados do aluno e dos meios – conteúdos, procedimentos e recursos – que serão utilizados para a sua realização”.
Tomando em conta a PPIII, disciplina e actividade curricular que visa colocar em contacto directo com a realidade profissional do curso, proporcionando novas aprendizagem, treino e consolidação de aquisições, troca de experiencia com colegas em exercício das suas funções docente-educativas, através da tutoria e da ligação entre a teoria e a pratica a planificação e execução de aulas decorreu no centro integrado e foi feita pelo estudante para três aulas -duas na disciplina de Matemática e uma na disciplina de Ciências Naturais.
Nos planos de aula elaborados, os praticantes deviam espelhar todos os elementos de um plano de aula nomeadamente: objectivos, os conteúdos, as competências, os materiais, as metodologias, os meios, as actividades de ensino e aprendizagem e a avaliação. (Em apêndice os planos de aula elaborados pelo estudante)

1.3.1.3 Leccionação de aulas na sala

Elaborados os Planos, o estudante leccionou as seguintes aulas durante as PPIII:
  • No dia 3 de Maio na disciplina de Matemática com o tema: Divisão de números naturais com dois algarismos;
  • No dia 17 de Maio na disciplina de Ciências Naturais com o tema: Parques e Reservas de Moçambique; e
  • No dia 31 de Maio na disciplina de Matemática com o tema: Figuras Planas.
Uma observação a ter em conta foi de que na aula dada de ciências naturais de acordo a realidade e ao material produzido pelo praticante (que foi o mapa de Moçambique), o estudante viu-se obrigado a mudar de metodologia de trabalho adoptando trabalho em grupo.
Leccionadas as aulas e de acordo a avaliação feita pelo tutor e pelo outros colegas, constatou-se que o estudante conseguiu transmitir os conteúdos planificados e com segurança tendo seguido todos procedimentos exigidos para a condução de uma aula.

1.3.2 Constatações e recomendações das PPIII

A fase de assistência, planificação e leccionação de aulas, foi a mais avançada de todo o período de Práticas Pedagógicas pois nestas, permitiu manter o contacto permanente na sala de aulas e com os educandos e as principais constatações e recomendações a ter em conta durante as PP`s III são as descritas abaixo.

1.3.2.1 Constatações
As principais constatações feitas durante as PPIII são:
·         A semelhança do que se verificou nas PPII, durante a observação nas PP III, notou-se que ainda se matem a boa relação entre educador e educandos e  educandos entre si na sala de aula, e de alguma maneira facilitou o trabalho dos estudantes praticantes na leccionação de aulas;
·         Ainda se mantém a dificuldade do educador na elaboração de Planos de aulas com a integração de todos elementos exigidos pela literatura;
·         O aspecto de atraso na entrada da sala de aulas ainda mantém-se contrariamente a faltas injustificadas que tendem a melhorar.
·         Os estudantes praticantes apoiaram na elaboração de Planos de aulas com todos os elementos recomendados pela literatura e deixaram exemplares no centro.


1.3.2.2 Recomendações
De acordo as constatações, as principais recomendações a fazer são:
·         As instituições de formação e os SEJT da cidade de Nampula, devem documentar esta experiência, para depois divulgar a outros níveis;
·         Promover programas de capacitação ou reciclagem contínua dos alfabetizadores para a actualização dos conhecimentos técnicos e pedagógicos sobre tudo no tocante a estruturação de um plano de aula tomando em conta o tempo de cada aula que deve ser de uma hora.
·         O A Direcção do centro deve orientar aos educadores a fazerem o uso dos planos deixados pelos estudantes praticantes para melhora a sua planificação

Em suma, importa afirmar que nestas três etapas das Práticas Pedagógicas permitiram ao estudante praticante, manter contacto com a realidade dos centros integrados como resultado de actividades curriculares articuladoras da teoria e a prática. Enquanto as PPI permitiram manter contacto com a realidade física do centro tomando em conta a organização, o aspecto pedagógico e administrativo; As PPII permitiram observar como os educadores leccionam as aulas desde planificação, implementação e avaliação das mesmas e por fim as PPIII foi a fase mais avançada de todo o período de Práticas Pedagógicas pois nestas, permitiu manter o contacto permanente na sala de aulas e com os educandos através da planificação e leccionação de aulas.
Durante os três anos de PP`s, importa destacar que houve um fraco acompanhamento dos docentes da Cadeira de Práticas Pedagógicas aos estudantes nos centros integrados pois estes depois do trabalho teórico na sala de aulas apenas mantiveram contacto com os estudantes no final do trabalho de campo para as avaliações finais. Como sugestão a deixar é de que tanto a Direcção do Curso assim como do Departamento, devem garantir aos docentes das Cadeiras de Práticas Pedagógica para que melhorem a modalidade de acompanhamento aos estudantes nos centros

Um aspecto que foi possível fazer reparo está ligado a falta de reconhecimento do papel dos alfabetizadores, que passaria pela introdução do sistema de salário, e isto desmotiva-os no exercício pleno das suas actividades, para isso, é necessário continuar a colocar como uma das componentes importantes no âmbito da erradicação do analfabetismo em Moçambique, o reconhecimento do papel dos alfabetizadores.


Capitulo II

  1. Descrição do problema identificado e confrontação com a bibliográfica
No presente capítulo, pretende-se fazer uma descrição de como o problema se manifesta naquele centro e analisa-se o que bibliografia recomenda sobre a relação entre educador e educandos no Processo de Ensino e Aprendizagem. Enquanto no primeiro ponto deste capítulo faz-se a problematização, ou seja, a descrição do problema tomando em conta a etapa em que identifica, as causas e as consequências, por sua vez, no segundo ponto faz-se uma análise de conceitos de educador e educando e o tipo de relação de se ter em conta entre educador e educandos no PEA e finalmente de forma resumida o capítulo faz uma confrontação entre o problema e o que dizem as teorias tomando em conta a experiência observada.

2.1. Descrição do problema levantado no local das PP`s
No decorrer de um PEA, a relação professor - aluno ou educador - educando é fundamental em todos os níveis e modalidades de ensino pois não há como abordar o educador sem que tenhamos presente o educando ou vice-versa e os dois são sujeitos de um mesmo processo pois ambos são seres humanos, configurados pelo mesmo conjunto de múltiplas determinações, que vão desde as heranças genéticas, passando pelas relações sócio-culturais e chegando às experiências subtis do sagrado e da espiritualidade.
Durante o período de realização de Práticas Pedagógicas, principalmente nas PP`s II e III no Centro de AEA São João de Deus na cidade de Nampula, este aspecto despertou maior interesse tomando em conta que nos nossos dias coloca-se em debate o tipo de relacionamento desejável no PEA para os nossos educandos dos centros de alfabetização e educação de adultos, gerando muitas das vezes uma diversidade de opiniões a respeito deste relacionamento.
Durante os dois anos foi possível observar uma boa prática educacional que tem a ver que a boa relação que se desenvolve entre o educador e os educandos e vice-versa naquele centro e isto pode se observar tanto na sala de aula em que o educador mantêm respeito para com todos, explica as matérias e os educandos por sua vez, participam activamente na aula, prestam maior atenção e não registam igualmente índices de desistências às aulas. Fora da sala de aula, é frequente observar aproximação do educador e educandos através de conversas dentro do recinto do centro e ate para além dos assuntos escolares foi possível observar que eles têm colocado as suas preocupações pessoais e da vida familiar ao educador e este procura sempre dar apoio na medida do possível. No centro o educador promove e coordenada, em casos de doença ou infelicidade de um dos educandos, visitas domiciliárias ou de consolação aos afectados e estas são participadas pela maioria dos educados após as aulas.

Perante este aspecto de bom relacionamento que caracteriza o PEA no Centro de AEA São João de Deus na cidade de Nampula há que questionar: Como disseminar a experiência do CAEA São João de Deus para outros centros que enfrentam problemas de mau relacionamento entre educador e educandos?
Depois de analisar tal relacionamento naquele centro, o presente trabalho tem como objectivo geral de Disseminar a boa experiência educativa de relacionamento entre educador e educando no PEA e especificamente pretende: Caracterizar o bom relacionamento entre educador e educandos observado; e propor actividades que possam ser realizadas por vários actores para disseminação da experiência.

2.2 Confrontação entre a bibliografia e o problema levantado
Neste ponto, o trabalho pretende reflectir sobre o que vários teóricos apresentam sobre aquilo que se observam naquele centro. Primeiro apresenta  um conceito sobre o educador e educando e em seguida apresenta as ideias de alguns autores sobre como deve ser a relação entre educador e educandos num PEA para finalmente fazer um confrontação entre o problema levantado e aquilo que defendem as teorias.

 2.2.1 Conceitos de educador e educando
A educação como acção de tirar no educando as suas potencialidades latentes segundo orientações da sua comunidade, ela tem o seu princípio e fim no educando e, este é despertado no meio ambiente por um educador, que por sua vez deve se apresentar como uma referência para a formação dos educandos.

a)    Educador
Segundo AUGUSTO (1973:36)
Educador não é mais do que um ser humano que de forma intencional consegue realizar valores noutros ou em si mesmo, ou então, um ser que tem como função despertar potencialidades no educando, para que este siga os meios e atinja os fins estabelecidos pela comunidade a que está inserido.

De acordo o autor pode-se perceber que educador como sendo um indivíduo que facilita o Processo de Ensino e Aprendizagem.

b)    Educando
Educando é o ser que participa no processo educativo, ou seja, é indivíduo que no PEA, com ajuda do educador, tem a tarefa de se apropriar dos valores da comunidade, assimilá-los e aceitá-los para que seja integrado nela (Augusto,1973)

De acordo este dois conceitos pode perceber que no processo educativo, é indispensável o binómio Educador e educando. Não é possível que a educação ocorra sem que haja um educador ou vice-versa e ela só pode ocorrer se os dois estiverem presentes.

2.2.2 Relação entre educador e educando no PEA
A relação entre o educador e educando no Processo de Ensino e Aprendizagem é um fenómeno que vem sendo discutido em nossa sociedade de forma quotidiana, seja em meios académicos, familiares ou pela comunicação social em várias épocas históricas e considerando que tal relação ocupa lugar de destaque entre as maiores preocupações pedagógicas importa compreender este fenómeno a partir da análise de noções trabalhadas em diferentes autores.
Na abordagem tradicional, o ensino era concentrado no educador. Neste contexto, o aluno aprendia com programas e disciplinas externas, dos quais tinha de adquirir conhecimentos impostos mesmo contra a sua vontade. Nesta perspectiva, o papel do educador era garantir que o conhecimento fosse obtido, independente do interesse e vontade do aluno pois este era apenas um mero espectador desenvolvendo-se neste sentido uma relação de dependência exclusiva ao educador como detentor do conhecimento (Cfr BELOTTI e FARIA:2005)
Na actualidade vários autores consideram que no PEA é importante considerar o educando como sujeito da sua aprendizagem e o educador não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante que é o conhecimento da vida.
Nesta perspectiva sobre o papel do educador na relação com educando importa buscar Freire sobre o papel do educador
O bom professor/educador é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno/educando até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas (…) o professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”. (Freire,1996: 96),
Nestas linhas, o autor deixa claro que seja qual o perfil de um educador, sempre acaba marcando nos seus educandos tanto pela negativa ou pela positiva mas aconselha que é importante a existência de afectividade, confiança, empatia e respeito entre professores e alunos para que se desenvolva a leitura, a escrita, a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autónoma, logo, a relação entre professor e aluno ou educador educando, depende fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor ou educador, da relação empática com seus alunos ou educandos, de sua capacidade de ouvir, reflectir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Mas ao mesmo tempo é preciso ter em atenção que os educadores não podem permitir que os sentimentos de afectividade, empatia, confiança e respeito interfiram no cumprimento ético de seu dever, assim, situações diferenciadas adoptadas com um determinado aluno (como melhorar a nota deste, para que ele não fique de recuperação), apenas norteadas pelo factor amizade ou empatia, não deveriam fazer parte das atitudes de um bom educador.

Piaget coloca que a relação professor - aluno é baseada na cooperação de ambos. Assim, será através do debate e discussão entre iguais que o processo do desenvolvimento cognitivo se dará e o professor assumindo o papel apenas de instigador e provocador, mantendo o clima de cooperação as consequências serão à descentralização, à socialização, à construção de um conhecimento racional e dinâmico dos alunos (Cfr. http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/a-relacao-educador-educando-2805108.html)
De acordo com AQUIMO (1996, p. 34), “A relação professor - aluno é muito importante, a ponto de estabelecer posicionamentos pessoais em relação à metodologia, à avaliação e aos conteúdos”
 Se a relação entre ambos for positiva, a probabilidade de um maior aprendizado aumenta e assim a força da relação professor -aluno é significativa e acaba produzindo resultados variados nos indivíduos.
Um factor fundamental do trabalho docente trata da relação entre o aluno e o professor, da forma de se comunicar, se relacionar afectivamente, as dinâmicas e observações são fundamentais para a organização e motivação do trabalho docente (LEBÂNEO:1999).
Nestes dois conceitos, os autores chamam atenção aos educadores no sentido de manter boa relação com os seus educandos para que possam alcançar com sucesso os objectivos do Processo de ensino.

É o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos, fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflecte valores e padrões da sociedade (ABREU & MASETTO:1990:115).
A relação educador - educando seria o respeito permanente que um deve sempre ter para com o outro e esse respeito parte do compromisso firmado entre esses sujeitos quando inseridos conjuntamente no processo educacional. Respeito esse que exige do (a) educador (a) a assunção de sua autoridade de professor (a) no interior da sala de aula, tomando decisões, conduzindo o processo educacional, orientando actividades; e que por isso não pode confundir-se com prática autoritária; e que, portanto pressupõe o resguardo da autonomia e liberdade de que deve gozar o (a) educando (a), sem, contudo, tal liberdade ser confundida com licenciosidade, em outras palavras, com descompromisso para com o processo político - educativo (Cfr. FERREIRA, PINA e CARMO: 2005).
Com base nestas teorias actuais que reflectem sobre a relação que se deve manter entre educador e educandos no PEA torna-se importante perceber que a aprendizagem se torna mais interessante quando o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula pois aprender não é uma actividade que surge espontaneamente nos alunos, nem é uma tarefa que cumprem com satisfação, sendo em alguns casos encarada como obrigação. Para que isto possa ser melhor cultivado, o professor deve despertar a curiosidade dos alunos, acompanhando suas acções no desenvolver das actividades. A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, reflectir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles.
Olhando para a realidade do Centro de AEA de São João de Deus e no tocante a Relação entre o educador e os seus educandos nota-se que são conservados esses princípios teóricos o que torna o ambiente agradável, motiva ao educador a estar presente e trabalhar com o grupo,  e,  aos educandos a não desistir às aulas, participar actividades do centro e a construir o seu próprio conhecimento. As actividades a serem levadas a cabo podem ser: documentar a experiência; convidar os educadores daquele centro para falar da experiência em alguns fóruns e buscar experiências de outros centros para subsidiar a mesma.


Conclusão

O relatório aborda no primeiro capítulo sobre as actividades realizadas ao longo dos três anos de Práticas Pedagógicas em dois centros de Alfabetização e Educação de Adultos integrados nomeadamente: Micolene (nas PPI no ano de 2009) e “São João de Deus” (nas PPII e PPIII em 2010 e 2011). Os trabalhos de campo nestas etapas, foram antecedidos de aulas teóricas em forma de conferências e seminários orientados pelos supervisores da Cadeira com o objectivo de aprofundar e consolidar conhecimentos antes do trabalho de campo.
O que se pode tirar como lição das PP`s é que elas permitiram articular a teoria e a prática, ou seja, foi o momento de manter contacto com os centros e confrontar as várias teorias que acordo a realidade local, através da planificação e leccionação de aulas e que permitiu perceber as reais dificuldades que os centros enfrentam de ordem física, pedagógica e administrativa.

Durante as PP`s II e III realizadas no Centro de AEA São de Deus foi possível observar um aspecto que chamou atenção para o segundo capítulo deste relatório, que tem a ver com a boa relação que se desenvolve entre o educador e os educandos e vice-versa naquele centro. Na sala de foi possível observar  que na sala de aula em que o educador mantêm respeito para com todos, explica as matérias e os educandos por sua vez participam activamente na aula e prestam maior atenção e não registam índices de desistências às aulas. Fora da sala de aula, é frequente observar aproximação do educador e educandos através de conversas dentro do recinto do centro, para além de visitas à educandos em situações de  doença ou infelicidade (falecimento de familiar) na qual participam a maioria dos educados após as aulas.
Confrontada literatura com esta prática, constata-se que a experiencia é boa e enquadra-se naquilo que vários autores defendem como sendo melhores métodos de acordo os princípios da “escola nova”, mas como fazer com que a mesma seja conhecida por outros centros que enfrentam problemas desta natureza. Como primeira recomendação seria a necessidade das instituições ligadas a alfabetização e educação de adultos documentar a experiência tomando em conta as diferentes fases que foram seguidas desde o início até então para depois ser disseminada; e segunda recomendação é que tanto o governo assim como os parceiros da área de alfabetização e educação de adultos deviam distinguir a direcção daquele centro como forma de motivá-lo a continuar e incentivar os outros centros nesta componente.
Ao terminar sugerir que as Práticas Pedagógica devem continuar a ser privilegiadas no programa de ensino da UP, visto que permite este contacto com a realidade escolar dos futuros profissionais deste sector, porém há maior necessidade de que estas tenham maior acompanhamento dos docentes com maior experiência no terreno, visto que muitas vezes isto não se verifica.


 Bibliografia
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  • ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São Paulo: MG Editores Associados, 1990.
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  • BOMA, Adriano. 2010. cp
  • BONNET, et all. Didáctica  Geral. Universidade Pedagógica. Nampula, 2007
  • DIAS, Hildizina Norberto at all. Manual de Práticas pedagógicas. Editora Educar. Maputo. 2008.
  • FERREIRA, Adriana Marques; PINA, Leonardo Docena & CARMO Thagnani Reis do. A Relação Educador – Educando na perspectiva freiriana. V Colóquio Internacional Paulo Freire – Recife, 19 a 22-setembro 2005
  • FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
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  • Perfil de educador. Disponível em http//viveraprender.blogspot.com/2006/06/mais-uma-comunicaoo-perfil-do-educador.html). Acesso em 10 de Novembro de 2010.
  • PILETTI, Claudino. Didáctica Geral. 23 ed. Editora Ática. 2004.São Paulo.
  • Universidade pedagógica. Regulamento Académico. UP. Maputo.2004
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  • VALIA, Casimiro V. 2009.cp


[1] Nome de uma pessoa influente naquela zona
[2]  Construção com uso de material convencional como:  blocos de cimento, ferro e chapas de zinco
[3] Construção com uso de material precário: paus a pique, bambús e capim
[4] Intervenção não planificada que serve para resolver situações urgentes e imediatas e depois termina

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